O partido Frelimo em Nampula apela à preservação do legado histórico e dos ideais do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, e defende o envolvimento das novas gerações na valorização da vida e obra, quando o país assinala amanhã, 19 de Outubro, o 40º. aniversário do seu desaparecimento físico.
A formação política no poder considera que a memória de Samora Machel deve continuar a inspirar os moçambicanos, sobretudo os jovens, na defesa da independência nacional, da unidade, do patriotismo e do compromisso com o desenvolvimento do país, valores que marcaram o percurso do antigo estadista.
O apelo foi feito este sábado pelo primeiro secretário do Comité Provincial, Gilberto Francisco, durante uma visita à exposição sobre Samora Machel, organizada no âmbito das actividades de evocação dos 40 anos de Mbuzini. Segundo o partido, a preservação do legado passa, igualmente, pela transmissão da história às crianças e aos adolescentes, através da família, escolas e das organizações juvenis, de modo a garantir que as novas gerações conheçam os sacrifícios que permitiram o país alcançar a liberdade e a soberania.
O dirigente partidário destacou o percurso de Machel, desde as suas origens humildes, na província de Gaza, passando pela sua formação e actividade como enfermeiro até ao seu envolvimento na luta de libertação nacional, que culminou com a conquista da independência de Moçambique, em 1975.Por isso, a Frelimo entende que a exposição constitui uma oportunidade para aproximar os jovens da história nacional, através de livros e outros materiais que retratam o percurso político e revolucionário de Samora Machel, incentivando a aprendizagem e a reflexão sobre os desafios que marcaram a construção do Estado moçambicano.Francisco afirmou que a continuidade dos ideais do primeiro Presidente de Moçambique passa pelo combate à dependência económica, através da valorização da produção nacional e do aproveitamento dos recursos disponíveis nas comunidades. Destacou a importância da produção de alimentos nos quintais e nas machambas familiares, como uma das formas de reforçar a capacidade de sustento das famílias e contribuir para a economia do país.



