Os preços do petróleo estão a cair mais de 1% esta quinta-feira (15), numa altura em que os fluxos de crude pelo Estreito de Ormuz continuam a aproximar-se de níveis pré-guerra. A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê ainda uma maior diminuição do consumo global da matéria-prima do que anteriormente esperado.
Nesta manhã, o Brent do Mar Norte – crude de referência para a Europa – está a cair 1,55% para 104,42 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) – “benchmark” para os Estados Unidos da América (EUA) – segue a ceder 1,03% para 94,11 dólares. Por sua vez, o gás natural negociado em Amesterdão está a recuar 1,82% para 85,56 euros por megawatt hora.
Na última quarta-feira, a AIE reviu em baixa as previsões para o consumo global de crude, antecipando uma queda de 2,6 milhões de barris por dia este ano face a 2025, menos 100 mil barris por dia do que o esperado há cerca de um mês. Um crescimento na procura só deverá acontecer em Março do próximo ano.
Ao mesmo tempo, os ataques continuam no Médio Oriente, mas a infra-estrutura energética parece estar a ficar de fora das ofensivas – pelo menos, para já. O grupo rebelde dos Houthis, apoiado pelo Irão, voltou a lançar mísseis e drones contra a Arábia Saudita, deixando as tensões geopolíticas a fervilhar e impedindo maiores quedas dos preços do crude.
“Os ataques dos Houthis não causaram as graves perturbações no abastecimento que o mercado temia, o que levou a uma redução do prémio de risco geopolítico”, explicou Takahiro Asaoka, economista sénior do Instituto de Investigação da Itochu, à Bloomberg. As perspectivas de menor procura da AIE também contribuíram para a pressão descendente, acrescentou.
Num esforço para reduzir as taxas globais de fretes, os EUA estarão a considerar aliviar as sanções sobre os navios da “frota-fantasma” que transporta petróleo e produtos refinados da Rússia, Irão e Venezuela. A notícia está a ser avançada pela imprensa internacional, que cita, por sua vez, a Reuters.





