Os preços do petróleo estão a acelerar ligeiramente esta quarta-feira (14), numa altura em que os ataques continuam no Médio Oriente e os investidores receiam que o conflito possa voltar a escalar e causar novas disrupções nos fluxos de crude do Estreito de Ormuz.
A esta hora, o Brent do Mar Norte – “benchmark” para a Europa – ganha 0,27% para 105,96 dólares por barril, depois de ter desvalorizado 0,9% no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – salta 0,2% para 94,33 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão cede 1,05% para 86,30 euros por megawatt hora.
O Irão continua a atingir petroleiros no Estreito de Ormuz e a Arábia Saudita voltou a interceptar mísseis e drones lançados pelo grupo rebelde do Iémen, os Houthis. Na noite de terça-feira (13), a sede da petrolífera estatal Aramco, em Dhahran, foi atingida por um dos ataques, provocando um incêndio sem feridos nem vítimas mortais.
Apesar dos riscos, as embarcações continuam a atravessar Ormuz, levando os fluxos de crude na via marítima quase a níveis pré-guerra. Os EUA dizem ter ajudado no transporte de mais de 19 milhões de barris de crude, numa altura em que mantêm o bloqueio a todos os navios que tentam chegar aos portos iranianos.
“As exportações de petróleo bruto continuam, mas a incerteza em torno das mesmas mantém-se elevada”, escrevem os analistas do Morgan Stanley, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. O banco decidiu rever em alta a sua previsão para o Brent em cinco dólares por barril para este trimestre e para o próximo, considerando que “os ataques à infra-estrutura da Arábia Saudita aumentaram”.





