A MTN África do Sul alcançou uma velocidade máxima de download de 10,35 gigabits por segundo (Gbps) naquele que descreve como o primeiro teste de rede 5G-Advanced com espectro da faixa superior de 6 GHz em África, realizado em parceria com a Huawei. O teste decorreu na sede da operadora, em Randburg, na África do Sul, ao abrigo de uma licença temporária de radiofrequência concedida pela Autoridade Independente das Comunicações da África do Sul (ICASA).
O teste decorreu na sede da MTN, em Randburg, na África do Sul, ao abrigo de uma licença temporária de radiofrequência concedida pela Autoridade Independente das Comunicações da África do Sul (ICASA).
A experiência utilizou uma rede central 5G autónoma (5G Standalone), antenas activas de banda ultralarga e tecnologias que permitem direccionar os sinais de rádio para os equipamentos ligados à rede, recorrendo a uma largura de banda de 400 MHz.
Segundo a MTN, os resultados demonstram o potencial da faixa superior de 6 GHz para aumentar a velocidade, a capacidade e a eficiência das redes móveis, acompanhando a crescente procura de serviços digitais.
O director-executivo da MTN África do Sul, Ferdi Moolman, destacou a importância de testar novas tecnologias para responder às necessidades futuras de conectividade.
Por sua vez, Alex Xing, responsável pela relação da Huawei com o Grupo MTN, considerou que esta faixa de frequências terá um papel importante na evolução do 5G-Advanced e no futuro desenvolvimento das redes 6G, adiantando que a empresa continuará a apoiar a operadora na avaliação da tecnologia em ambiente comercial.
Utilização comercial ainda depende da ICASA
O teste surge numa altura em que a África do Sul avalia a futura utilização da faixa superior de 6 GHz para serviços móveis.
O Plano Nacional de Radiofrequências de 2026 identifica o intervalo entre 6425 MHz e 7125 MHz, correspondente a 700 MHz de espectro, para as Telecomunicações Móveis Internacionais (IMT).
Contudo, estas frequências ainda não foram atribuídas individualmente às operadoras. A sua utilização comercial dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade e da definição das regras de atribuição do espectro pela ICASA.
A faixa está também associada a outros serviços de radiocomunicações, pelo que a identificação para utilização móvel não elimina a necessidade de assegurar a compatibilidade com as restantes aplicações autorizadas.
Velocidade obtida em condições de teste
A velocidade de 10,35 Gbps foi alcançada num ambiente de ensaio, num único local, e não representa necessariamente o desempenho que os clientes poderão obter numa rede comercial.
O resultado supera os 8,6 Gbps registados pela MTN e pela Huawei num teste realizado em Novembro de 2024, que combinou frequências de ondas milimétricas e da banda C.
Segundo a operadora, a faixa superior de 6 GHz poderá contribuir para aumentar a capacidade das redes em locais com elevada concentração de utilizadores, como aeroportos, centros comerciais, estádios e universidades.
A tecnologia poderá igualmente apoiar serviços de Internet fixa sem fios em regiões onde a instalação de fibra óptica é difícil ou dispendiosa.
A sua implementação comercial dependerá, porém, da disponibilidade do espectro, das decisões regulamentares e dos investimentos necessários na rede.





