O ouro está a conseguir valorizar esta terça-feira (13), aproveitando uma descida nos preços do petróleo para recuperar algum do terreno perdido desde o estalar do conflito no Médio Oriente. As valorizações não são, no entanto, muito expressivas, uma vez que os investidores estão à espera dos novos dados da inflação nos Estados Unidos da América (EUA) para reforçar, ou não, as suas carteiras. 

Nesta manhã, o metal amarelo avança 0,41% para 4188,81 dólares por onça, tendo chegado a ganhar cerca de 0,7% esta madrugada, ultrapassando a marca dos 4200 dólares. O ouro, como não rende juros, tende a beneficiar de uma política monetária mesmo restritiva e, por agora, o mercado não está a precificar uma subida nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana para este mês. 

A leitura do índice dos preços no consumidor de Setembro, que vai ser conhecida esta quarta-feira, deverá ser “suficientemente moderada para que a Fed mantenha as taxas inalteradas”, escrevem os analistas da Bloomberg Economics. No entanto, o índice de preços no produtor e os preços das importações deverão, por sua vez, “reflectir a pressão contínua por parte da energia e dos bens importados”, acrescentam. 

Os economistas antecipam uma aceleração da inflação relativa a Setembro de 3,4% para 3,7% em termos homólogos. Em cadeia, o crescimento no índice dos preços do consumidor deverá ficar-se pelos 0,6%, depois de ter registado uma subida de 0,4% no mês anterior. Qualquer valor acima ou abaixo do esperado, poderá ter um impacto significativo na negociação do metal amarelo.