Os preços do petróleo recuavam mais de 1% na manhã desta terça-feira, 13 de Outubro, interrompendo uma sequência de três sessões de valorização, num contexto de persistente tensão no Médio Oriente e de incerteza quanto à evolução da oferta mundial de combustíveis.
O Brent do Mar do Norte, referência para o mercado europeu, desvalorizava 1,25%, para 105,32 dólares por barril, depois de ter acumulado uma subida superior a 6% nas três sessões anteriores.
Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos da América (EUA), recuava 1,39%, para 92,40 dólares por barril. Já o gás natural negociado em Amesterdão avançava 0,43%, para 84,69 euros por megawatt-hora.
Os futuros do gasóleo na Europa também registavam perdas superiores a 1%, prolongando a tendência de queda observada na segunda-feira, quando chegaram a desvalorizar 8%.
A descida surge num contexto de expectativas de aumento da oferta de combustíveis refinados, após o anúncio de um entendimento entre os EUA e a Rússia para colocar cerca de três milhões de toneladas de gasóleo no mercado.
Os analistas consideram, contudo, que esta medida poderá proporcionar apenas um alívio temporário, sem resolver os constrangimentos de abastecimento existentes no mercado internacional.
A evolução das cotações continua condicionada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Apesar de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado uma proposta de “cessar-fogo energético”, não foi confirmada a sua aceitação pelas partes envolvidas.
Entretanto, os ataques a infra-estruturas energéticas prosseguem. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu a continuação de ofensivas contra refinarias russas, caso Moscovo mantenha os ataques, procurando reduzir as receitas que financiam o esforço de guerra do Kremlin.
No Médio Oriente, a intensificação dos ataques atribuídos aos Houthis, grupo armado do Iémen apoiado pelo Irão, e os incidentes envolvendo embarcações mantêm os investidores atentos à segurança das rotas marítimas.
Apesar das tensões, o transporte de petróleo através do Estreito de Ormuz tem conseguido manter-se em funcionamento, embora persista o risco de novas interrupções.
“O facto de o sistema ter encontrado formas de manter o petróleo em circulação não significa que consiga lidar com outra perturbação grave. Esse é o risco que o mercado poderá estar a subestimar”, alertou Haris Khurshid, director de investimento da Karobaar Capital, citado pela Bloomberg.





