Maputo (O Destaque) – Décadas após a morte de Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique, o esclarecimento das circunstâncias da tragédia continua a ser uma questão de interesse nacional. A Frelimo manifesta confiança de que a justiça será feita, apesar da demora na descoberta dos factos.

O partido considera legítima a preocupação dos moçambicanos em conhecer as causas e circunstâncias da morte do antigo estadista, reconhecendo que o episódio ocorreu num período particularmente crítico da história mundial, africana e nacional.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O País, o representante da Frelimo assegurou que os esforços para apurar os factos prosseguem, mantendo a convicção de que o caso poderá ser esclarecido.

Na mesma ocasião, o responsável abordou a participação nacional e local no aproveitamento dos recursos do país, destacando os instrumentos normativos que estabelecem uma participação nacional inicial de 15% e uma reserva de 10% destinada ao conteúdo local.

Segundo explicou, estas medidas representam passos importantes para a industrialização de Moçambique e o fortalecimento da capacidade produtiva nacional, permitindo que as comunidades e os distritos beneficiem efectivamente das riquezas existentes nos seus territórios.

O representante acrescentou que Moçambique dispõe actualmente de instrumentos normativos e regulatórios que anteriormente não existiam, defendendo o envolvimento de todos os intervenientes do sector para garantir a aplicação efectiva das medidas e ampliar os benefícios dos recursos nacionais para os moçambicanos.