O RELÓGIO da contagem decrescente dos Jogos da AUSC não pára e, hoje, estamos a 41 dias do início deste grandioso evento desportivo-juvenil. Na azáfama da sua preparação, um processo que contempla, entre outros, a reabilitação de algumas infra-estruturas que vão acolher as competições das diversas modalidades, os chefes das Missões dos 10 países participantes dão nota positiva à forma como Moçambique se tem empenhado para que esta 12ª edição decorra com a qualidade desejada, em todas as vertentes.
Depois de, na quarta-feira, os chefes das Missões e os demais intervenientes no certame, designadamente o Comité Organizador Local, o Comité Organizador Regional, as Confederações Regionais e outros intervenientes relevantes, terem visitado e se inteirado, minuciosamente, dos trabalhos em curso nos diferentes palcos desportivos que serão palco das competições, nas cidades de Maputo e Matola, ontem, na reunião de todo o processo de preparação, os participantes foram unânimes em destacar que as constatações no terreno são bastante promissoras e mostram, efectivamente, que “teremos Jogos da AUSC, em Dezembro, aqui em Moçambique”.
Os chefes das Missões de Angola e de Eswatini, corroborados pelos seus homólogos dos restantes países, contragularam o Governo moçambicano, os Comités Local e Regional e todos os envolvidos nesta mega empreitada, augurando um evento brilhante e prestigiante para toda a região.
“Os Jogos realizam-se em Moçambique, todavia, são Jogos de toda a Região 5 da AUSC. Por isso, este processo de preparação deve engajar a todos nós e todos devemos nos sentir parte do processo. O seu sucesso, é sucesso de toda a região. Do mesmo modo, qualquer percalço ou mancha, é mancha de todos nós. Os nossos governos deram-nos este mandato de estar na vanguarda da sua organização, pelo que devemos saber honrar este compromisso, a bem dos nossos países e povos e, sobretudo, da nossa juventude”, disse o representante de Eswatini.
O Director do Comité Organizador Local, Tunísio Camba, enfatizou a necessidade de união e coesão não somente entre os diferentes técnicos que fazem parte das 15 sub-comissões de trabalho e os membros do Secretariado Executivo como também com os outros países, referindo que a experiência das realizações anteriores deve ser aproveitada positivamente.
Camba afirmou que o Governo acompanha a par e passo todos os caminhos que nos conduzirão até ao dia 4 de Dezembro, quando o Estádio Nacional do Zimpeto acolher a cerimónia de encerramento. “Estamos comprometidos com estes Jogos e acereditamos que decorrerão dentro da qualidade merecida. Dentro de dias, vamos iniciar a maratona da Tocha dos Jogos, que percorrerá todo o país, de lés-a-lés, aglutinando e engajando todos os moçambicanos. Queremos que Moçambique inteiro, particularmente a nossa juventude, viva e sinta este grande movimento desportivo da região”.
O zimbabweano Stanley Mutoya, que lidera o Comité Regional de Organização, disse no encontro, que acontece na Matola, que estava satisfeito com o desenrolar dos trabalhos, afirmando que Moçambique deu passos gigantes comparativamente ao constatado nas visitas anteriores. Segundo ele, esta realidade não somente é animadora como também eleva o grau de compromisso de todos os países e governos, pois os jovens desportistas da região estão na expectativa e trabalham arduamente para se auto-superarem.
“Mais do que Jogos, esta é uma ocasião de celebração do desporto, de celebrar a juventude e de celebrar a região e o nosso continente. Estamos a construir uma nova liderança e um legado que projecte o desempenho dos nossos países na arena africana e mundial. Com estes jovens desportistas, cada país estará a semear o seu futuro, um futuro que esperamos risonho para todos nós”, vincou Stanley Mutoya.



