Após deliberar sobre os dois casos de violência no Moçambola-2026, registados em Nacala e Pemba, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), através do seu Conselho de Disciplina (CD), foca-se agora em resolver os incidentes relacionados com as declarações de treinadores contra as equipas de arbitragem, que são acusadas de alegada corrupção para favorecer certos clubes.

Por outro lado, a LMF envida esforços para esclarecer o caso de denúncia, em Agosto, de um atleta do Moçambola através de uma Reportagem transmitida pela Televisão de Moçambique na província de Cabo Delgado, de casos de pagamentos mensais de uma espécie de comissão aos dirigentes (directores desportivos) e treinadores por parte dos jogadores como condição para a sua permanência na equipa.

Relativamente a casos de violência nos campos, apenas dois, já derimidos, deram entrada ao Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol (CDLMF) com base nos relatórios dos delegados de jogo e dos árbitros.

Depois de condenar o Ferroviário de Nacala a cinco jogos à porta fechada, na sequência de arremesso de pedras pelos adeptos no encontro com a Black Bulls, referente à da 14.a jornada, no dia 16 de Agosto, causando ferimentos aos jogadores e árbitros, o CDLMF reduziu a pena de cinco para duas partidas sem público depois de analisar o recurso apresentado pelo clube “locomotiva” ao órgão e considerar alguns atenuantes.

O CJLMF manteve, porém, as multas de 10 mil meticais para aquela formação e 75 mil para o respectivo presidente, Adilson Libório, por alegada incitação dos adeptos à violência.

Enquanto isso, a Associação Desportiva de Pemba (“pembinha”), que tinha sido penalizado com três jogos à porta fechada, na sequência também de arremesso de pedras e garrafas plásticas de água contra a equipa de arbitragem, bem como a quebra do vidro da cabina dos árbitros, no jogo contra o Ferroviário de Lichinga, da 18.a jornada, disputado no dia 30 de Agosto, viu o seu castigo reduzido para um jogo pelo CJLMF depois considerar também alguns atenunates na análise do recurso. O órgão deliberativo da LMF manteve igualmente a pena de multa de 10 mil meticais aplicada ao “pembinha” pelos factos apurados.