Maputo, 30 de Outubro (AIM) – A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) tem contribuído para o desenvolvimento das capacidades técnicas e humanas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), com enfoque na preparação operacional, formação especializada e reforço da autonomia das forças nacionais.

A avaliação foi apresentada esta semana em Maputo, pelo Brigadeiro-General Sérgio Lino de Almeida Estrela, comandante da Força da EUMAM MOZ, durante uma palestra subordinada ao tema «Contributos da Missão de Assistência Militar da União Europeia para a Defesa e Segurança de Moçambique», promovida pelo Centro de Análise Estratégica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CAE/CPLP).

Segundo o oficial, o apoio da missão europeia abrange actividades de aconselhamento, orientação e formação especializada, destinadas a fortalecer as competências dos efectivos das FADM em áreas como liderança, disciplina, profissionalismo, respeito pelos direitos humanos e observância do direito internacional humanitário.

Estrela defendeu que o impacto da assistência militar deve ser avaliado pela capacidade das instituições nacionais de assumirem, de forma autónoma e sustentável, as suas responsabilidades no domínio da Defesa e Segurança.

A EUMAM MOZ iniciou as suas actividades a 1 de Setembro de 2024, em substituição da Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique (EUTM MOZ), passando a adoptar um modelo de intervenção que combina aconselhamento, acompanhamento e treino especializado.

A alteração do mandato visou reforçar as capacidades operacionais das Forças de Reacção Rápida (QRF) das FADM, particularmente no contexto dos desafios de segurança em Cabo Delgado.

Com esta abordagem, a missão europeia passou a concentrar parte da sua intervenção no acompanhamento e aconselhamento das estruturas militares moçambicanas, procurando contribuir para a consolidação das capacidades nacionais de defesa e resposta às ameaças à segurança.

(AIM)