O Presidente da República, Daniel Chapo, foi homenageado esta quinta-feira, na cidade da Beira, no âmbito do reconhecimento como “Campeão” atribuído pela União Africana, em reconhecimento do seu compromisso com a acção humanitária. O Chefe do Estado dedicou a distinção ao povo moçambicano e aos diferentes actores envolvidos na prevenção e redução do risco de desastres no país.
A homenagem teve lugar durante o I Congresso Internacional de Acção Humanitária e Cooperação (CIAHC-2026), realizado na Beira. Daniel Chapo participou na abertura oficial do encontro, promovido pela Universidade Licungo, em parceria com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Ao receber a distinção, o Presidente da República afirmou que a acolhia “com humildade, gratidão e elevado sentido de responsabilidade”, sublinhando que o reconhecimento não constitui apenas uma homenagem pessoal, mas também um tributo ao povo moçambicano.
Chapo associou igualmente a distinção aos Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres, às instituições nacionais, aos profissionais humanitários, voluntários, parceiros de cooperação e agências das Nações Unidas que trabalham na protecção das populações afectadas por crises.
Na ocasião, o Chefe do Estado destacou a existência de mais de 1.500 Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres em Moçambique, considerando que estas estruturas desempenham um papel importante na prevenção e resposta às calamidades, bem como na protecção das comunidades expostas a diferentes ameaças.
“É, sobretudo, uma homenagem às mulheres e aos homens que, muitas vezes em condições difíceis, colocam o seu conhecimento, o seu tempo, a sua vida e a sua dedicação ao serviço da vida humana”, afirmou Daniel Chapo.
O Presidente reconheceu ainda o contributo dos líderes comunitários e religiosos, do sector privado, da sociedade civil, dos jovens, das mulheres e das crianças nos esforços de assistência humanitária e protecção das comunidades.
Segundo Chapo, o trabalho desenvolvido pelos diferentes intervenientes demonstra a importância de colocar a dignidade humana acima das diferenças, atribuindo à solidariedade um significado especial nos momentos de maior adversidade.
O Chefe do Estado considerou a homenagem um incentivo à continuidade dos esforços colectivos destinados a prevenir riscos, proteger as populações e reforçar as capacidades das instituições nacionais para responder às calamidades e às crises humanitárias.
“Atribuo esta homenagem ao povo moçambicano”, declarou, reiterando que a acção humanitária é uma missão colectiva que exige compromisso permanente, empatia, coordenação e solidariedade efectiva.
Daniel Chapo defendeu, assim, a necessidade de manter a dignidade humana no centro das decisões e das acções desenvolvidas em benefício das populações, valorizando o trabalho de todos os que contribuem para a prevenção de desastres e a assistência às comunidades afectadas.



