O Conselho Nacional da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), reunido em Maputo, aprovou a expulsão de António Muchanga do partido, numa votação realizada esta sexta-feira, 22 de Outubro, durante o segundo dia dos trabalhos. A decisão contou com 13 votos favoráveis e dois contra.

Segundo apurou o 4Vês Repórter, o debate sobre a expulsão do membro da RENAMO começou na noite de quinta-feira, mas acabou interrompido e transferido para a manhã desta sexta-feira, depois de o assunto ter sido definido como o primeiro ponto da agenda.

Fontes ouvidas pelo órgão de comunicação social revelaram que, ainda durante a noite de quinta-feira, a secretária-geral da RENAMO, Clementina Bomba, já tinha manifestado oposição à expulsão de membros do partido.

De acordo com uma das fontes, a posição da dirigente estaria relacionada com o receio de que a medida provocasse fortes repercussões internas, considerando o número expressivo de apoiantes de alguns dos membros visados. Essa situação poderia levar outros militantes a abandonar o partido em solidariedade com os expulsos.

Com a retoma dos trabalhos na manhã desta sexta-feira, o Conselho Nacional procedeu à votação, que terminou com 13 votos a favor da expulsão de António Muchanga e dois votos contra.

Os votos contrários foram apresentados por Ivan Mazanga, líder da Liga Juvenil da RENAMO, e Clementina Bomba, secretária-geral do partido.

Até à noite de quinta-feira, além de António Muchanga, fontes do 4Vês Repórter tinham indicado outros cinco nomes que poderiam ser discutidos para uma eventual expulsão. Tratava-se de João Machava, Edgar da Silva de Jesus, Arone Alfiado Lavanhane, Torina Francisco Miquitae e Orlando Cuna.

No entanto, apenas o nome de António Muchanga foi submetido a debate, culminando com a aprovação da sua expulsão. Continua por esclarecer se os restantes membros anteriormente mencionados também serão alvo de processos disciplinares no seio da formação política.

Fonte: 4Vês Repórter