Subiu de quatro para cinco o número de indivíduos que se encontram detidos em conexão com o assassinato do antigo Bispo de Quelimane, Dom Osório Citorra Afonso, ocorrido a 6 de Junho deste ano, na sua residência episcopal. Entre os detidos estão dois padres, um guarda da Diocese de Quelimane e dois civis. O número de arguidos passou de quatro para cinco, mas, cinco meses depois do crime, as circunstâncias do homicídio continuam por esclarecer.
A informação foi avançada pelo Procurador-Chefe Provincial da Zambézia, que assegura que prosseguem os trabalhos com vista ao esclarecimento do caso, que abalou a Igreja Católica e provocou indignação na sociedade moçambicana.
“Felizmente, o prazo da prisão preventiva deixa-nos mais tranquilos para fazer o nosso trabalho com qualidade, uma vez que os mesmos foram prorrogados para 12 meses. Há um trabalho que está a ser feito para encontrar os autores materiais. Preocupa-nos bastante e temos interesse em saber quem cometeu tal crime”, disse o Procurador-Chefe Provincial da Zambézia, que garantiu que será feito o máximo para o esclarecimento do caso.
Os cinco arguidos encontram-se na Penitenciária Provincial da Zambézia, enquanto decorrem os procedimentos judiciais. O caso continua a suscitar questionamentos e preocupações públicas, sobretudo pela demora no esclarecimento das circunstâncias em que ocorreu o assassinato.
Questionado pela imprensa, esta quinta-feira, por ocasião das celebrações do Dia da Legalidade, o magistrado garantiu que o processo continua em andamento, sem avançar detalhes adicionais sobre as investigações.
Na mesma ocasião, o Procurador-Chefe Provincial apelou à sociedade civil para que se constitua assistente no processo, de modo a acompanhar os desenvolvimentos judiciais e contribuir com elementos que possam ajudar a esclarecer o assassinato de Dom Osório Citorra Afonso.



