O Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou esta segunda-feira, que vai reduzir as suas operações humanitárias na Faixa de Gaza por falta de recursos. Com a medida, mensalmente 500 mil palestinianos poderão ficar sem ajuda.
Desde o cessar-fogo de Outubro de 2025, o Programa Mundial de Alimentação tem vindo a apoiar entre 1,5 a 1,8 milhões de pessoas por mês, porém devido à falta de fundos apenas 1,1 milhões de palestinianos, cerca de metade da população da Faixa de Gaza poderá receber alimentos ou dinheiro todos os meses, ou seja, 500 mil pessoas vão ficar sem ajuda.
“Tem sido uma verdadeira tábua de salvação. Mas agora, em vez de conseguirmos manter e reforçar essa assistência, vemo-nos obrigados a reduzi-la. E isso não se deve a não termos acesso humanitário para entregar alimentos; deve-se ao facto de não termos financiamento.”, disse Shaun Hughes, Diretor do PMA na Palestina, à AFP.
O programa da ONU necessita urgentemente de 450 milhões de dólares para manter, nos próximos seis meses, suas operações essenciais nos territórios palestinianos.
No início de Setembro, já havia sido anunciada a redução da ajuda destinada à Cisjordânia, citando falta de recursos e fadiga dos doadores.
Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que entrou em vigor no ano passado, os ataques israelenses continuam, e a entrada de ajuda humanitária está limitada, com poucos avanços rumo ao encerramento definitivo do conflito.



