Quarenta professores perderam a vida devido a doenças crónicas na província de Manica, nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo secretário provincial da Organização Nacional dos Professores (ONP-SNPM), António Thaimo.

No mesmo período, 109 docentes doentes beneficiaram de apoio alimentar e outros cinco, acamados ou de licença por doença, receberam acompanhamento.

Falando por ocasião dos 45 anos da ONP, que hoje se assinalam, António Thaimo defendeu uma maior protecção social para os profissionais da educação, sobretudo os que sofrem de doenças crónicas e degenerativas, incluindo o HIV/SIDA.

O dirigente apelou igualmente à melhoria das condições de trabalho, à valorização da carreira docente e ao respeito pelos direitos dos professores.

Na província, o sector da educação conta com 18.305 funcionários, dos quais 16.618 são docentes. Segundo o director provincial da Educação e Cultura, Tiago Chingore, o sector acumula uma dívida de cerca de 1,5 milhões de meticais, referente a horas extraordinárias, segunda turma, actos administrativos, subsídios de funeral e por morte, além de salários.

A ONP saudou a decisão do Governo de retomar, de forma faseada, os actos administrativos de promoção, progressão e mudança de carreira, suspensos desde 2022, mas exigiu transparência e justiça no processo.

Entre os desafios do sector, Tiago Chingore apontou ainda a insuficiência de salas de aula e carteiras, que continuam a comprometer as condições de ensino e aprendizagem em algumas escolas da província.