Numa recente participação no programa Conexões do GVL, transmitido pela Gungu TV, o analista e figura política Dinis Tivane abordou o panorama pós-eleitoral no país, alertando para a alta probabilidade de novos confrontos sociais e protestos caso o rumo político e a integridade das urnas voltem a ser comprometidos.
Durante a entrevista, Tivane defendeu que o direito de contestação é uma resposta natural quando os resultados eleitorais entram em colisão com a vontade popular expressa. Referindo-se aos desdobramentos de processos anteriores — como a situação em torno de Venâncio Mondlane —, o comentador argumentou que os custos da subversão democrática devem recair sobre os verdadeiros responsáveis pela manipulação do voto.
Para Tivane, a essência de um protesto reside no incómodo gerado àqueles que violam as regras democráticas:
“Uma manifestação da qual o subversivo não sentir a dor, não é manifestação. A partir desse momento já não é manifestação. Não existe manifestação a partir do momento em que aquele que subverteu não sofre”, sustentou.
Avançando sobre os cenários futuros, o interveniente deixou claro que o descontentamento popular não poderá ser silenciado de forma definitiva caso se repitam as mesmas dinâmicas nos próximos sufrágios. Sublinhando que o Estado e as autoridades policiais devem focar-se na contenção de oportunistas e infiltrados — em vez de criminalizarem o direito cívico —, Tivane reiterou a posição firme dos cidadãos descontentes:
“Mas deixe-nos a nós, que queremos manifestar, que vamos voltar a manifestar novamente se nos roubarem votos, manifestarmos. Isso não se pode negar”, afirmou o analista.
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