De acordo com James Njiji, este evento tem que terminar com uma síntese que ajude o povo, defenda os direitos fundamentais e reforce o Estado de Direito Democrático.
“Neste evento aqui, como é um evento que termina com alguma síntese, que saia aqui uma síntese que possa valer ao povo moçambicano, que possa defender os direitos fundamentais, que realmente possa dar um eco a Estado de Direito Democrático de Moçambique”, frisou.
O político contou que o partido quer discussões abertas e honestas, para no fim sair um documento que melhore a democracia em Moçambique.
“Então, porque isso é que nós defendemos como ANAMOLA esperamos que os debates sejam abertos, francos, mas no fim tenhamos uma síntese que possa acrescentar valor no Estado de Direito Democrático de Moçambique”, declarou.
Njiji, afirmou que não esperam grandes resultados porque o Parlamento actual não representa o voto do povo, destacando que como tudo vai à Assembleia aonde um partido tem maioria, a votação fica viciada.
“Não esperamos grandes resultados em termos da revisão do pacote eleitoral, isto porque a representação parlamentar que nós temos não representa realmente aquilo que foi o voto popular e o facto de as propostas terem que ser submetidas à Assembleia da República, onde tem uma maioria de um grupo, fica claramente contaminado o resultado que lá advir, porque vai ser votado proporcionalmente”, disse.
O secretário Geral do ANAMOLA, explica que o que está sendo negociado na COTE, quando chega à Assembleia, não é debatido de verdade. Por isso, nem tudo o que a COTE propor vai passar na revisão do pacote eleitoral.
“A negociação que está sendo feita fora pela COTE, os documentos, todos eles, quando entram na Assembleia da República, também nem seguem uma negociação parlamentar. Então, deve crer que nem tudo que a COTE vai sugerir irá passar”, explicou.
A primeira Conferência Anual de Democracia e Eleições, tem por objectivo melhorar os próximos pleitos eleitorais. (Felizarda Mapanzene)



