Há acontecimentos na vida que deixam perguntas para as quais nem sempre encontramos respostas. Uma doença que surge de repente, uma sequência de dificuldades, mudança inexplicável no comportamento ou sensação persistente de que alguma coisa não está bem. Para algumas pessoas, estes episódios têm explicações médicas, psicológicas ou sociais. Para outras, podem estar relacionados com aquilo que as suas crenças descrevem como feitiço, inveja, maldição ou forças espirituais.
A questão é antiga e continua presente em muitas comunidades africanas. Afinal, até onde vai a crença e onde começa aquilo que não conseguimos explicar?
Há dias, um relato partilhado nas redes sociais recuperou precisamente essa dúvida. A autora começa por admitir que nunca foi particularmente inclinada a acreditar em feitiços ou maldições. Procurava, segundo conta, explicações racionais para os acontecimentos da sua vida. Ainda assim, recorda episódios que permaneceram sem uma explicação satisfatória.
No final da década de 1990, quando frequentava o Ensino Primário, adoeceu subitamente. Foi levada a unidade sanitária, realizou consultas e exames, mas, segundo o seu testemunho, não conseguiu obter uma explicação clara para o que estava a sentir. O episódio acabou por passar, mas a dúvida permaneceu. Leia mais…



