A Administração Nacional de Estradas (ANE) adjudicou cinco empreitadas para a asfaltagem de cerca de 240 quilómetros da Estrada Nacional Número 324 (EN324), na província da Zambézia, num investimento global de 13,1 mil milhões de meticais (179,7 milhões de euros), informou a agência Lusa.

De acordo com uma adenda ao anúncio de adjudicação da Delegação Provincial da ANE na Zambézia, as obras fazem parte do Programa Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais 2026-2031, denominado “Mais Estradas”.

As intervenções abrangem troços que ligam os distritos de Maganja da Costa, Namacurra e Pebane, numa extensão total de aproximadamente 240 quilómetros.

CHICO vence duas empreitadas

A empresa chinesa China Henan International Cooperation Group Co Ltd (CHICO) foi seleccionada para executar duas das cinco empreitadas. A maior adjudicação, avaliada em 3,3 mil milhões de meticais (45,6 milhões de euros), diz respeito à asfaltagem dos 46 quilómetros entre Namacurra e Macuse.

A mesma empresa venceu o concurso para as obras no troço Malei-Maganja da Costa, com 56 quilómetros, por 3,1mil milhões de meticais (42,7 milhões de euros).

As intervenções abrangem troços que ligam os distritos de Maganja da Costa, Namacurra e Pebane, numa extensão total de aproximadamente 240 quilómetros

Administração Nacional de Estradas

As outras três empreitadas foram adjudicadas à Serralharia e Construções Nasser. A primeira abrange os 40 quilómetros entre Maganja da Costa e o rio Muedebo, com um custo de 1,9 mil milhões de meticais (26,1 milhões de euros). A segunda corresponde ao troço entre os rios Muedebo e Munhiga, numa extensão de 49 quilómetros, orçada em 2,4 mil milhões de meticais (33,5 milhões de euros). A terceira, também com 49 quilómetros, liga o rio Munhiga a Pebane e representa um investimento de 2,3 mil milhões de meticais (31,8 milhões de euros).

Programa prevê intervenções em mais de três mil quilómetros

O programa “Mais Estradas”, com um horizonte de execução até 2031, é uma das principais iniciativas do Governo para expandir a rede de estradas asfaltadas e melhorar as ligações entre centros de produção, corredores logísticos e zonas costeiras do País.

Em Outubro, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, indicou que o programa está avaliado em 2,8 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) e prevê intervenções em mais de 3000 quilómetros de estradas em todo o território nacional.

Na ocasião, o governante afirmou que a iniciativa se encontrava numa fase avançada de implementação, com concursos públicos lançados e propostas em avaliação para posterior adjudicação. O Governo previa avançar com a mobilização de equipamentos e o início dos trabalhos durante o primeiro trimestre de 2027.

João Matlombe defendeu ainda uma mudança na gestão da rede rodoviária nacional, com maior rigor no planeamento, na definição de prioridades e na utilização dos recursos disponíveis.

“Não podemos continuar a intervir nas estradas apenas quando a degradação atinge níveis críticos”, afirmou, defendendo uma abordagem assente na conservação preventiva, na qualidade das obras, no cumprimento dos prazos contratuais e no reforço da fiscalização.