A Polícia da República de Moçambique (PRM) defendeu o reforço da cooperação com a Zâmbia em matéria de defesa e segurança, através de tecnologias de vigilância, meios operacionais e formação especializada, para combater o terrorismo e a criminalidade transnacional na África Austral.
Segundo a Agência de Informação de Moçambique, a posição foi apresentada pelo comandante-geral da PRM, Joaquim Adriano Sive, durante a 14.ª Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança entre os dois países, realizada na semana passada, em Maputo.
O responsável defendeu a modernização dos meios disponíveis para melhorar a prevenção, a detecção e a resposta às ameaças que afectam a região. Entre as prioridades, destacou a utilização de aeronaves não tripuladas, conhecidas como drones, e de sistemas de comando e vigilância em linha para acompanhar as operações e melhorar a coordenação entre as forças de segurança.
Sive apontou também a necessidade de reforçar a capacidade logística e de investir na formação técnico-científica dos profissionais, considerando que a preparação dos recursos humanos deve acompanhar a evolução dos meios tecnológicos.
Entre as ameaças identificadas estão o terrorismo, o narcotráfico, a pirataria marítima, o cibercrime, o tráfico de seres humanos, a circulação ilegal de armas, os crimes ambientais, a imigração ilegal e o contrabando de mercadorias.
O comandante-geral alertou para a transformação permanente das organizações criminosas, que procuram adaptar-se à inovação tecnológica. Neste contexto, apelou à modernização dos métodos de trabalho das instituições responsáveis pela aplicação da lei.
“Temos de seguir pelo caminho da inovação”, afirmou.
Na análise do contexto internacional, Sive referiu os conflitos no Médio Oriente e na Europa como factores de instabilidade com efeitos na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), nomeadamente através da subida dos preços das matérias-primas e de outros produtos. Na sua avaliação, estas pressões podem agravar os desafios de segurança na região.
A Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança constitui um mecanismo de diálogo entre Moçambique e a Zâmbia para aprofundar a coordenação e definir estratégias de prevenção e combate às ameaças transfronteiriças.





