O reforço das medidas de controlo fitossanitário nas explorações agrícolas está a contribuir para proteger as exportações moçambicanas e garantir a manutenção dos mercados internacionais, sobretudo o da África do Sul, principal destino dos produtos das empresas localizadas em Goba, distrito de Namaacha, província de Maputo.

Durante uma visita realizada no dia 30 de Outubro a várias explorações agrícolas da região, a directora nacional de Sanidade e Biossegurança, Antónia Vaz, afirmou que as empresas estão a adoptar medidas para impedir a entrada e a propagação de doenças. “As empresas estão a acatar aquilo que são medidas de biossegurança para a prevenção da entrada de algumas doenças”, declarou.

Segundo Antónia Vaz, as unidades visitadas estão a aumentar as áreas de produção e a reforçar a capacidade de exportação, tendo a África do Sul como principal mercado de destino. A responsável salientou, contudo, que a continuidade das exportações depende do cumprimento das exigências sanitárias dos países compradores. “Manter o mercado não é fácil, manter o mercado significa obedecer àquilo que são requisitos fitossanitários que são exigidos pelos países importadores”, afirmou.

Entre as medidas observadas estão os sistemas de desinfecção instalados nas entradas das explorações, nomeadamente pedilúvios e rodolúvios, utilizados para higienizar os pés das pessoas e os pneus dos veículos que entram nas unidades de produção. Estes mecanismos ajudam a prevenir doenças como o mal-do-Panamá, que afecta a cultura da banana e pode comprometer a produção e o acesso aos mercados internacionais.

Antónia Vaz explicou que as autoridades nacionais acompanham as empresas para assegurar que os produtos destinados à exportação cumprem os requisitos fitossanitários exigidos pelos países importadores. A governante acrescentou que algumas empresas produtoras de banana já deixaram de importar material de plantio, passando a utilizar rebentos das próprias plantas para aumentar as áreas de cultivo.

No entanto, quando pretendem iniciar novas áreas de produção e necessitam de material específico para o plantio, as empresas podem solicitar a sua importação, um processo acompanhado pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas. Durante a visita, as empresas apontaram também a irregularidade no fornecimento de energia eléctrica como uma preocupação, tendo a responsável indicado que os sectores da Agricultura e da Energia estão a trabalhar em conjunto para encontrar soluções.

No âmbito da cooperação regional, Antónia Vaz referiu que a organização responsável pelo combate a pragas e doenças transfronteiriças dispõe de apenas um helicóptero. Apesar de não haver surtos em curso, defendeu o reforço dos meios de intervenção, sobretudo para chegar a zonas de difícil acesso. 

A visita permitiu ainda avaliar as medidas de prevenção adoptadas pelas empresas e recolher informações sobre as culturas de banana, manga e macadâmia, os produtos utilizados no controlo de pragas, os volumes de exportação e as áreas disponíveis para aumentar a produção.

Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)