Os preços do petróleo estão a subir mais de 2% esta quarta-feira (28), depois de o Wall Street Journal ter noticiado que os Estados Unidos da América (EUA) terão alertado vários países do Golfo Pérsico para se prepararem para uma possível escalada do conflito após as eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 3 de Novembro.
O jornal norte-americano referiu que o Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tomou uma decisão definitiva, mas estará inclinado a avançar com uma ofensiva militar intensa e de curta duração. Na última semana, Washington reforçou a sua presença militar no Médio Oriente, enviando um terceiro grupo de porta-aviões para o Golfo Pérsico.
Nesta manhã, o Brent do Mar do Norte, referência para a Europa, sobe 2,09%, para 116,26 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, avança 2,30%, para 102,20 dólares. Por sua vez, o gás natural negociado em Amesterdão volta a aproximar-se dos 100 euros por megawatt-hora, com uma subida de 1,90%, para 97,64 euros.
“O mercado está a prever uma maior probabilidade de uma nova escalada”, afirmou Warren Patterson, director de estratégia de matérias-primas do ING Groep, citado pela Bloomberg. “Os preços do petróleo continuam sensíveis à evolução da situação no Golfo Pérsico, nomeadamente no que diz respeito às medidas que os EUA poderão vir a tomar, caso decidam avançar, na sequência das eleições intercalares”, acrescentou o analista.
Em Israel, o bloco da oposição liderado por Gadi Eisenkot está próximo do grupo liderado pelo actual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de acordo com os resultados apurados até ao início desta quarta-feira. A formação de um Governo nestas condições poderá revelar-se extremamente difícil, uma vez que não se prevê um entendimento entre os dois blocos, aumentando a possibilidade de o país voltar a realizar eleições.
No entanto, segundo Robert Yawger, director da divisão de futuros de energia da Mizuho Securities, “existe uma probabilidade elevada de o Presidente Donald Trump perder o seu aliado na guerra contra o Irão, Benjamin Netanyahu”. Eisenkot tem-se apresentado como um candidato mais moderado, embora tenha afirmado, por diversas vezes, que o programa nuclear iraniano deve ser eliminado.





