A farmacêutica norte-americana Regeneron anunciou esta segunda-feira, 26 de Outubro, a extensão do acordo com uma autoridade de saúde dos Estados Unidos da América (EUA) para o fornecimento adicional do seu tratamento contra o ébola, numa altura em que o surto da doença continua a alastrar-se em África.
De acordo com a Reuters, o novo acordo, celebrado com a Autoridade de Investigação e Desenvolvimento Biomédico Avançado dos Estados Unidos (BARDA), amplia um contrato assinado em 2020 e prevê o fornecimento de doses do medicamento Inmazeb até 2031, num valor aproximado de 270 milhões de dólares.
O Inmazeb foi aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) em 2020 para o tratamento de infecções causadas pelo ebolavírus do Zaire.
Contudo, o actual surto é provocado pela variante Bundibugyo, para a qual não existe um tratamento antiviral específico aprovado nem uma vacina licenciada.
A Regeneron informou que está a testar a sua terapia experimental maftivimab como possível tratamento contra o vírus da variante bundibugyo.
O surto, inicialmente identificado em Maio na República Democrática do Congo (RDC), alastrou-se a quatro países da África Oriental, Central e Ocidental, constituindo, segundo a informação divulgada, a mais ampla distribuição geográfica de um surto de ébola registada no continente.
Na RDC, a epidemia provocou quase dez mil casos de infecção e mais de 4800 mortes.
O ébola pode causar febre, vómitos e diarreia e, nos casos mais graves, hemorragias internas e externas.





