O ouro está a conseguir valorizar esta segunda-feira, 26 de Outubro, depois de ter registado a pior semana desde Junho deste ano, pressionado por uma nova escalada nos preços do petróleo que levaram o crude a negociar em máximos de seis meses. É dia de alívios no crude, com os preços a recuarem mais de 1% e os investidores a reverem em ligeira baixa a expectativa de aumentos das taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
Nesta manhã, o ouro acelera 0,56% para 4016,66 dólares por onça, conseguindo negociar de novo acima dos 4 mil dólares, após ter perdido mais de 4% do seu valor na semana passada. Mesmo assim, o metal amarelo continua sob pressão e bastante longe dos máximos históricos atingidos no arranque do ano, tendo já cedido mais de 7% do seu valor em 2026.
“O ouro está a ser apoiado por uma melhoria geral na propensão ao risco”, explica Ole Sloth Hansen, director de Estratégia de Matérias-Primas do Saxo Bank, à Bloomberg. “Tudo está intimamente ligado à correcção do mercado de acções da semana passada e à subida do preço do petróleo. Esta reversão parcial está a dar aos mercados – incluindo o ouro – algum espaço para respirar”, acrescenta.
O mercado de “swaps” está a afastar uma subida nas taxas de juro na reunião da Fed desta semana. A probabilidade é inferior a 10%, mas a manutenção dos preços da energia num nível tão elevado está a levar os investidores a precificarem uma subida de 25 pontos-base no encontro do banco central de Dezembro.
O ouro, uma vez que não rende juros, tende a desvalorizar num ambiente de política monetária mais restritivo. Num outro sinal de que o caminho é acidentado para o metal precioso, as posições em fundos negociados em bolsa (ETF) com exposição ao ouro diminuíram em mais de dez toneladas na sexta-feira – um movimento que acompanhou a tendência dos dias anteriores, embora em muito maior escala.





