Os preços do petróleo estão a acelerar mais de 2% esta quinta-feira, 22 de Outubro, com o Brent a aproximar-se dos 112 dólares por barril, depois de uma leva de novos ataques na Arábia Saudita ter aumentando os receios de uma escalada do conflito no Médio Oriente. As hostilidades têm tido um impacto claro nos fluxos de crude pelo Estreito de Ormuz, mas, mesmo assim, as exportações mantêm-se próximas dos níveis registados antes da guerra.
Nesta manhã, o Brent do Mar Norte – de referência para a Europa – acelera 2,23% para 111,26 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os Estados Unidos da América (EUA) – salta 2,01% para 99,05 dólares. Por sua vez, o gás natural TTF negociado na Europa, e que chegou a ultrapassar os 90 euros por megawatt-hora, negoceia agora próximos dos 89 euros.
Um ataque de drones no campo de Shaybah, da Saudi Aramco, matou duas pessoas, mas não terá afectado as operações da empresa. Uma outra ofensiva ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, causou uma vítima mortal, um clima de grande instabilidade que levou os EUA a ordenarem a saída de alguns funcionários e familiares das embaixadas norte-americanas no país.
No Estreito de Ormuz, seguem os ataques a navios por parte do Irão. A República Islâmica tem aumentando o lançamento de mísseis contra petroleiros na via marítima, numa tentativa de desestabilizar ainda mais os fluxos de petróleo na região, que, apesar da turbulência, estarão a 80% dos níveis registados na pré-guerra. Os EUA e Israel, diz o New York Times, estarão a preparar-se para escalar o conflito depois das eleições intercalares norte-americanas.
“Os ataques mortíferos continuam e o risco de uma nova escalada após as eleições intercalares estão a sustentar um nível mínimo nos preços”, explica Rebecca Babin, operadora sénior do Sector Energético no CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. “O resultado é um mercado que tem dificuldade em manter as subidas, mas em que as vendas massivas também carecem de convicção”, acrescenta.





