Itália e o Governo de Inhambane estão a identificar oportunidades de cooperação económica e investimento no turismo e na agricultura. Os dois sectores estiveram em discussão num encontro entre o embaixador italiano em Moçambique, Gabriele Annis, e o governador provincial, Francisco Pagula, realizado a 20 de Outubro.

Durante a reunião, Pagula convidou o diplomata a participar na Conferência de Turismo, uma oportunidade para apresentar as potencialidades da província e estabelecer contactos com empresas e investidores.

A visita incluiu também uma passagem pelo Centro de Exposições de Inhambane (CEXPO), espaço destinado à divulgação dos recursos e das oportunidades de negócio da província. A informação foi divulgada pelo MZNews.

O encontro insere-se no diálogo entre as autoridades provinciais e os parceiros italianos para reforçar a cooperação nos sectores produtivos. A informação disponível não identifica, porém, projectos concretos, montantes de investimento ou calendários de execução.

O turismo e a agricultura integram as prioridades da cooperação italiana com Moçambique. Numa entrevista ao Diário Económico, publicada em Outubro de 2025, Gabriele Annis destacou estas áreas, juntamente com a energia, as energias renováveis e o ambiente, no âmbito do Plano Mattei para África, que inclui Moçambique entre os países prioritários.

Na mesma entrevista, o embaixador apontou a melhoria das infra-estruturas, dos transportes aéreos e do ambiente de negócios como condições importantes para atrair empresas italianas ao sector turístico. Defendeu uma actuação paralela: despertar o interesse dos investidores enquanto o País desenvolve as condições necessárias à concretização dos projectos.

A aproximação a Inhambane ocorre num contexto de reforço das relações económicas bilaterais. Segundo dados apresentados por Annis e divulgados pela agência italiana ANSA em Junho de 2026, o comércio entre Moçambique e Itália ultrapassou os 424 milhões de euros nos primeiros oito meses de 2025, com um crescimento superior a 20%.

O diplomata indicou igualmente que o investimento directo italiano se aproximava dos 200 milhões de euros, numa parceria que abrange energia, agricultura, infra-estruturas e transformação digital.