A equipa moçambicana Mentes Brilhantes conquistou o primeiro lugar no ExxonMobil Foundation STEM Africa Challenge 2026, na Cidade do Cabo, África do Sul, com o projecto Ecocarteiras. A proposta transforma resíduos de plástico e serradura em mobiliário escolar, procurando responder à acumulação de lixo e à falta de carteiras nas escolas.
Os estudantes da Escola Comunitária Nossa Senhora do Livramento T.3, na Matola, representaram Moçambique na final realizada durante a African Energy Week 2026. A competição reuniu 16 finalistas de Angola, Moçambique, Namíbia e Nigéria, seleccionados entre mais de 9600 participantes dos quatro países.
O projecto combina plástico reciclado, nomeadamente polietileno de alta densidade (PEAD) e polipropileno (PP), com serradura descartada para produzir carteiras e cadeiras escolares. Segundo a apresentação da equipa, o mobiliário foi concebido para resistir à água e às térmitas.
A proposta assenta no reaproveitamento de materiais e procura reduzir a utilização de madeira nova. Ao transformar resíduos em mobiliário, os estudantes pretendem criar uma alternativa para equipar salas de aula e, simultaneamente, diminuir o desperdício.
O segundo lugar coube à equipa angolana IXIETU, que apresentou um sistema de diagnóstico e recuperação de solos apoiado por Inteligência Artificial, destinado a ajudar os agricultores a melhorar a fertilidade dos terrenos.
A nigeriana Nexora Nexus Inventors ficou em terceiro lugar com o Solar Hydro Smart Grid, que combina energia solar, armazenamento hidroeléctrico, baterias e sistemas de controlo. Na quarta posição, a equipa namibiana Aqua Volt apresentou uma solução para recolher águas de cheias e purificá-las, procurando assegurar água potável durante os períodos secos.
Promovido pela Fundação ExxonMobil em parceria com a Junior Achievement Africa, o STEM Africa desenvolve competências em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, áreas identificadas pela sigla inglesa STEM. O programa inclui também Inteligência Artificial e desafia os estudantes a aplicar os conhecimentos na resolução de problemas das suas comunidades.
Em Moçambique, a edição de 2026 foi lançada a 12 de Junho, na Faculdade de Ciências Naturais e Matemática da Universidade Pedagógica de Maputo, com a previsão de abranger mais de 500 alunos de 21 escolas de Maputo, Matola e Marracuene.
O percurso até à final incluiu provas de conhecimentos científicos, competições regionais e um campo nacional de inovação. Antes da apresentação na África do Sul, as equipas vencedoras das etapas nacionais receberam mentoria de profissionais da ExxonMobil para aperfeiçoar as propostas e preparar a sua defesa perante os avaliadores.
Fonte: Club of Mozambique





