O Governo defendeu o reforço da cooperação internacional no combate ao terrorismo e na resposta às alterações climáticas, considerando que estes desafios exigem não só medidas de segurança, mas também investimentos na educação, na criação de emprego e no desenvolvimento económico.
A posição foi apresentada pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante a 52.ª Sessão do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização da Cooperação Islâmica (OCI), realizada nos dias 17 e 18 de Outubro, em Bagdade, no Iraque.
Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o governante destacou o terrorismo, as tensões comerciais internacionais e os fenómenos climáticos extremos entre os principais desafios enfrentados pelo País.
Mateus Saize defendeu que o combate ao extremismo violento não deve limitar-se às operações de segurança, sendo igualmente necessário investir na educação, na inclusão social e na criação de oportunidades económicas, sobretudo para os jovens.
O ministro reafirmou o compromisso de Moçambique com a paz e a estabilidade, defendendo o diálogo, a diplomacia e o respeito pelo direito internacional como instrumentos para a resolução dos conflitos.
No domínio climático, alertou para a vulnerabilidade do País a ciclones, cheias e secas, que agravam a pobreza, prejudicam a produção agrícola e comprometem o desenvolvimento económico.
Neste contexto, apelou a uma maior cooperação na adaptação às alterações climáticas, na prevenção de desastres, na agricultura sustentável e na construção de infra-estruturas resistentes a fenómenos extremos.
O governante agradeceu ainda o apoio prestado a Moçambique pelos Estados-membros da OCI, através do Fundo de Solidariedade Islâmica.
No plano económico, defendeu que as decisões da organização se traduzam em iniciativas concretas de comércio, investimento e desenvolvimento de infra-estruturas.
Entre os sectores com maior potencial de cooperação, apontou a agricultura, a pesca, a energia, os transportes, a logística, o turismo, a educação e a saúde, além da transformação digital.
Mateus Saize destacou também a importância das parcerias público-privadas, da transferência de tecnologia e da cooperação entre países em desenvolvimento para estimular a economia e criar emprego.
Durante o encontro, Moçambique reafirmou igualmente o apoio ao direito do povo palestiniano à autodeterminação e à solução de dois Estados, defendendo a criação de um Estado palestiniano independente e soberano, com base nas fronteiras de 1967 e nas resoluções das Nações Unidas.
O ministro apelou à continuidade dos esforços diplomáticos para alcançar uma solução duradoura para o conflito no Médio Oriente e garantir assistência humanitária às populações afectadas.
A reunião decorreu sob o tema “O Diálogo e a Solidariedade são Pilares Fundamentais para Avançar na Paz e no Desenvolvimento Sustentável”, num contexto de tensões internacionais e de desafios económicos, climáticos e humanitários.





