O Conselho Municipal de Maputo está a procurar atrair investimentos chineses para impulsionar o desenvolvimento económico dos distritos municipais de KaTembe e KaNyaka, na Ilha de Inhaca, com destaque para os sectores da habitação, turismo, infra-estruturas e actividades comerciais. A intenção foi manifestada pelo presidente da edilidade, Rasaque Manhique, durante um encontro de cooperação internacional que decorre na China.

De acordo com o jornal O País, o edil apresentou as potencialidades económicas da capital moçambicana este sábado (17), na cidade de Fuzhou, província chinesa de Fujian, durante o Diálogo sobre a Cooperação entre Governos Locais e Cidades de Amizade Internacionais da Rota Marítima da Seda do Século 21.º, que decorre entre 16 e 19 de Outubro.

Na ocasião, Rasaque Manhique convidou investidores internacionais a explorarem oportunidades de negócio em Maputo, destacando projectos ligados ao desenvolvimento urbano, construção de habitações, digitalização, transportes, energias renováveis e turismo. Em relação à KaTembe, o presidente do município destacou o potencial da região para acolher empreendimentos imobiliários, comerciais e turísticos, beneficiando da sua localização estratégica e da ligação directa ao centro da capital através da Ponte Maputo-KaTembe.

A edilidade pretende posicionar esta zona como um dos principais espaços de expansão urbana da cidade, aproveitando a disponibilidade de terrenos e as oportunidades para o desenvolvimento de infra-estruturas e serviços. Já na Ilha de Inhaca, o município procura atrair investimentos orientados para o turismo sustentável, nomeadamente a construção de unidades hoteleiras, estâncias ecológicas e outros empreendimentos que permitam valorizar os recursos naturais e marinhos.

Durante a apresentação, Manhique assegurou que o Conselho Municipal de Maputo está disponível para facilitar os processos administrativos e reduzir os obstáculos burocráticos à implementação de novos projectos de investimento. O autarca manifestou igualmente interesse em promover parcerias público-privadas, consideradas importantes para mobilizar recursos financeiros e acelerar a execução de projectos estruturantes na capital.

Outro aspecto destacado foi a localização geoestratégica de Maputo, que, através do seu porto e dos corredores rodoviários e ferroviários, constitui uma das principais portas de entrada para os mercados da África Austral. Segundo o edil, esta posição representa uma vantagem competitiva para investidores interessados em desenvolver negócios com acesso aos mercados regionais, particularmente nos sectores da logística, transportes, comércio e serviços.

A participação de Maputo no encontro internacional insere-se nos esforços do município para diversificar as fontes de financiamento do desenvolvimento urbano, fortalecer a cooperação económica e estabelecer novas parcerias com investidores estrangeiros. A iniciativa pretende igualmente criar condições para a geração de emprego, expansão da actividade empresarial e melhoria das infra-estruturas e dos serviços disponibilizados aos munícipes.

O encontro termina na segunda-feira (19). Até ao momento, não foram anunciados valores de investimento, acordos de financiamento ou compromissos concretos de empresas chinesas para os projectos apresentados.