O Governo quer contratar 2920 professores e 598 profissionais de saúde em 2027, segundo a proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE). O documento contempla também estágios pré-profissionais para 13 122 jovens e o alargamento dos programas de assistência social a 886 719 agregados familiares abaixo da linha da pobreza.
As metas, divulgadas pela Lusa, constam da proposta que deverá ser submetida à apreciação da Assembleia da República. Na educação, além dos professores, o Executivo prevê admitir 43 educadores de infância e assegurar o atendimento de 163 867 crianças até aos cinco anos em centros infantis e escolinhas comunitárias.
Para melhorar as condições de ensino, estão previstas a distribuição de 23 260 carteiras escolares e o apoio a 1218 crianças com necessidades educativas especiais.
Na saúde, a contratação de 598 profissionais deverá reforçar os recursos humanos das unidades sanitárias. A proposta estabelece ainda metas de cobertura vacinal de, pelo menos, 95% das crianças com menos de um ano e de disponibilidade de 87% dos medicamentos essenciais.
No emprego, os estágios pré-profissionais destinam-se a facilitar a aquisição de experiência prática e a entrada dos jovens no mercado de trabalho. O Governo pretende também prestar orientação profissional a 20 204 candidatos ao emprego.
O apoio ao auto-emprego inclui a distribuição de 791 conjuntos de equipamentos e materiais de trabalho e o financiamento de 160 iniciativas através do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis.
Na protecção social, a proposta prevê inscrever 98 201 trabalhadores por conta de outrem e 25 mil trabalhadores por conta própria no sistema de segurança social, alargando a cobertura contributiva.
Os programas de assistência e inclusão social deverão abranger 886 719 agregados familiares abaixo da linha da pobreza. Para promover a autonomia económica das mulheres, estão previstas a distribuição de 2158 conjuntos de equipamentos e materiais destinados à geração de rendimento e a capacitação de 8550 mulheres e raparigas em empreendedorismo.
As medidas enquadram-se num cenário de crescimento económico de 1,6% em 2027, face aos 0,6% previstos pelo Governo para 2026. A concretização das admissões e dos restantes programas dependerá da aprovação parlamentar e da execução do PESOE.





