Os principais índices de Wall Street fecharam em alta esta quinta-feira, 15 de Outubro, numa sessão de recuperação desigual. O Dow Jones liderou os ganhos, com uma subida de 1,08%, enquanto o Nasdaq avançou apenas 0,08%, condicionado pela pressão sobre as empresas de Inteligência Artificial (IA) e semicondutores.

O Dow Jones Industrial Average terminou nos 52 177,69 pontos, mais 556,21 pontos do que na sessão anterior. O S&P 500 ganhou 0,33%, para 7744,06 pontos, e o Nasdaq Composite encerrou nos 26 713,03 pontos, com um acréscimo de 20,16 pontos.

Cerca de sete em cada dez títulos do S&P 500 valorizaram. A saúde destacou-se entre os sectores com melhor desempenho, enquanto a tecnologia permaneceu sob pressão, apesar de ter recuperado parte das perdas ao longo da sessão.

A Nvidia, a AMD e a Micron estiveram entre os títulos que penalizaram o índice. Os investidores continuaram a avaliar as perspectivas de crescimento das empresas de IA e os riscos associados às necessidades de financiamento dos operadores de centros de dados, incluindo a CoreWeave.

No plano macroeconómico, o Índice de Preços no Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registou uma subida homóloga de 6,3% em Setembro, acima dos 5,4% esperados pelos analistas e a mais elevada desde Dezembro de 2022.

Face a Agosto, os preços aumentaram 1,3%, a maior subida mensal desde Março de 2022. Excluindo alimentos, energia e serviços de comércio, o índice avançou 0,5% no mês e 5% em termos homólogos, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho norte-americano.

Apesar da surpresa inflacionista, os investidores reduziram, ao longo da sessão, as expectativas de uma nova subida dos juros pela Reserva Federal em Outubro. A rendibilidade das obrigações do Tesouro a 10 anos recuou para perto de 5,1%, num movimento de procura por dívida pública em paralelo com as preocupações em torno das valorizações tecnológicas.

No petróleo, os dois principais referenciais terminaram com sentidos opostos. O WTI, para entrega em Novembro, subiu 3,03%, para 97,97 dólares por barril, apoiado por uma redução dos stocks de crude nos EUA superior à esperada. O Brent, para entrega em Dezembro, recuou 0,13%, para 105,92 dólares.

As tensões no Médio Oriente continuaram a alimentar os receios de perturbações no abastecimento. Na mesma sessão, a Ucrânia retomou os ataques a refinarias russas, depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter anunciado que Kiev abandonava a trégua sobre infra-estruturas energéticas anunciada por Donald Trump