A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) está a realizar uma nova operação de dragagem dos canais de acesso ao Porto de Maputo, com o objectivo de permitir a entrada de navios de maiores dimensões e capacidade de carga. A intervenção pretende melhorar as condições de navegação e reforçar a competitividade da infra-estrutura no comércio marítimo regional e internacional.
Segundo um comunicado da MPDC, os trabalhos destinam-se a melhorar a navegabilidade dos canais utilizados pelas embarcações que entram e saem do porto, criando condições para aumentar a capacidade de transporte de mercadorias.
A empresa considera que a intervenção poderá contribuir para a expansão das actividades portuárias e para o reforço da posição do Porto de Maputo nas cadeias logísticas da África Austral.
Localizado no sul de Moçambique, o complexo portuário integra duas áreas principais: o Porto Comercial de Maputo e o complexo industrial da Matola, que asseguram a movimentação de diferentes tipos de carga destinada ao mercado nacional e ao comércio internacional.
O acesso ao Porto Comercial de Maputo é feito através dos canais de Xefina e Polana, com extensões de 9,3 e 7,5 quilómetros, respectivamente. Segundo os dados apresentados, estes canais têm profundidades que variam entre 11 e 14 metros, condicionando o calado máximo das embarcações que podem utilizar a infra-estrutura.
O Porto de Maputo possui terminais destinados à movimentação de carga geral, contentores, carvão, frutas, açúcar, aço e produtos petrolíferos, além de instalações dedicadas à pesca, navegação costeira e armazenamento de melaço.
As instalações portuárias apresentam uma extensão conjunta de cais de aproximadamente 3876 metros. Por sua vez, o complexo da Matola, que inclui infra-estruturas de movimentação de carvão, petróleo, cereais e alumínio, dispõe de 865 metros de cais.
De acordo com os dados divulgados, a capacidade global de movimentação do Porto de Maputo é de aproximadamente 17 milhões de toneladas por ano.
A dragagem poderá facilitar a operação de navios com maior capacidade de carga, favorecendo o transporte de mercadorias através dos corredores logísticos que ligam Moçambique aos restantes mercados da África Austral.
A MPDC não divulgou, contudo, o investimento previsto, o prazo de conclusão dos trabalhos nem a profundidade que os canais deverão atingir após a intervenção.





