O ouro regista uma ligeira queda esta segunda-feira, 12 de Outubro, apesar do recuo dos preços do petróleo e das expectativas de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) possa evitar uma nova subida das taxas de juro até ao final do ano.
Durante a manhã, o metal precioso desvalorizava 0,23%, para 4184,14 dólares por onça, depois de ter acumulado uma valorização de 1,3% na semana anterior.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, o ouro perdeu cerca de 20% do seu valor, num contexto de subida dos preços do petróleo e do gás natural, que intensificou as pressões inflacionistas e alimentou expectativas de políticas monetárias mais restritivas.
Apesar da desvalorização, alguns analistas admitem que o metal possa recuperar parte das perdas recentes, sobretudo se as taxas de rendibilidade da dívida norte-americana e o dólar continuarem a recuar.
Christopher Wong, estratega do Oversea-Chinese Banking Corp, considera que a descida das taxas de rendibilidade das obrigações norte-americanas de longo prazo, juntamente com o ligeiro alívio dos preços do petróleo, proporciona motivos para um “optimismo cauteloso” relativamente à evolução do ouro.
“Uma inflação mais moderada, especialmente se acompanhada por novas quedas nas taxas de rendibilidade dos títulos de longo prazo e na cotação do dólar americano, poderá levar o ouro a prolongar a sua recuperação”, afirmou, citado pela Bloomberg.
Inflação nos EUA e discursos da Fed em destaque
Os investidores aguardam agora a divulgação do índice de preços no consumidor (IPC) dos Estados Unidos, relativo a Setembro, prevista para quarta-feira, 14 de Outubro.
Os analistas antecipam uma aceleração da inflação homóloga de 3,4% para 3,7%, um resultado que poderá influenciar as expectativas quanto à evolução das taxas de juro norte-americanas.
A atenção dos mercados estará também centrada na intervenção de Kevin Warsh, presidente da Fed, durante o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Banguecoque.
Estão igualmente previstas intervenções públicas de Christopher Waller, membro do Conselho de Governadores da Fed, e do presidente da Reserva Federal de Cleveland.
A evolução da inflação, das taxas de rendibilidade da dívida e do dólar deverá continuar a condicionar o comportamento do ouro, uma vez que o metal não proporciona rendimentos sob a forma de juros.





