Num grande hotel, a experiência começa muito antes de chegar à piscina. O serviço, a arquitectura, a gastronomia e até os pequenos detalhes do quarto contribuem para definir a qualidade de uma estadia.

Mas há um elemento capaz de transformar por completo a experiência: uma piscina verdadeiramente extraordinária.

Seja pela arquitectura, pela integração na paisagem, pelas vistas ou simplesmente pela atmosfera criada em torno da água, algumas piscinas de hotéis tornaram-se destinos por direito próprio.

Da Europa à Ásia, passando por África e pelos Estados Unidos, estas são algumas das piscinas que mais se destacam.

Grand Hotel Tremezzo, Lago de Como, Itália

Descrito pela atriz sueca Greta Garbo como “aquele lugar solarengo e feliz” no filme Grand Hotel, de 1932, o Grand Hotel Tremezzo é uma das referências históricas do luxo junto ao Lago de Como.

O palácio de estilo Arte Nova mantém o ambiente sofisticado que ajudou a transformar a região num destino de luxo. Entre a gastronomia, a hospitalidade italiana e os quartos elegantes, destaca-se a piscina flutuante Water on the Water, instalada sobre o lago e enquadrada pelas montanhas de Grigne.

Hotel Fasano Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Poucos lugares combinam praia, montanha e vida urbana como o Rio de Janeiro. No Hotel Fasano, essa paisagem pode ser apreciada a partir da piscina situada no topo do edifício.

Com a Praia de Ipanema em primeiro plano e as montanhas do Rio como cenário, a piscina tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis do hotel e um dos espaços preferidos de hóspedes e visitantes.

The Silo Hotel, Cidade do Cabo, África do Sul

Instalado sobre um antigo complexo de silos de cereais remodelado pelo arquitecto Thomas Heatherwick, o The Silo tornou-se, desde 2017, uma das referências da hotelaria de luxo na Cidade do Cabo.

As janelas geométricas e arredondadas dão ao edifício uma identidade própria, enquanto o Zeitz MOCAA, museu dedicado à arte contemporânea de África e da sua diáspora, ocupa parte da estrutura.

Depois da visita ao museu, a piscina no terraço oferece outro ponto de observação da cidade, rodeada por elementos arquitectónicos de inspiração industrial.

Miramonti Boutique Hotel, Merano, Itália

Com 16 metros de comprimento por cinco de largura, a piscina do Miramonti Boutique Hotel oferece uma vista ampla sobre as árvores e as montanhas de Merano, conhecida estância termal italiana.

O hotel dispõe ainda de um onsen, espaço tradicional japonês destinado ao banho termal, proporcionando uma experiência de relaxamento complementada pela paisagem alpina.

Setouchi Aonagi, Matsuyama, Japão

Projectada pelo arquitecto japonês Tadao Ando, a piscina do Setouchi Aonagi segue a estética minimalista característica do autor.

As linhas simples e a integração com a paisagem criam uma sensação de continuidade entre a água e o horizonte. O efeito é particularmente evidente na extremidade da piscina, concebida para criar uma sensação semelhante à de uma piscina infinita.

O hotel complementa a experiência com gastronomia kaiseki e espaços desenhados para valorizar a paisagem natural.

Hotel du Cap-Eden-Roc, Antibes, França

Com mais de um século de história, o Hotel du Cap-Eden-Roc é uma das referências clássicas da hotelaria de luxo na Riviera Francesa.

O edifício mantém uma estética tradicional e ocupa uma posição privilegiada junto à baía. A piscina, integrada entre a arquitectura e as formações rochosas da costa, cria um cenário que combina o carácter histórico do hotel com a paisagem mediterrânica.

The Retreat at Blue Lagoon, Islândia

Na Islândia, a água é parte essencial da experiência. No The Retreat at Blue Lagoon, os hóspedes encontram uma lagoa de águas ricas em minerais, conhecida pelas suas características geotérmicas.

O azul intenso da água contrasta com a paisagem vulcânica envolvente e cria um dos cenários mais particulares da hotelaria islandesa.

A experiência pode ser complementada com massagens e sessões de terapia de flutuação, num ambiente pensado para o descanso e o bem-estar.

Amangiri, Utah, Estados Unidos

Rodeado pelo deserto do Utah, o Amangiri foi concebido para se integrar numa paisagem marcada por desfiladeiros, planaltos e formações rochosas.

A piscina desempenha um papel central na arquitectura do complexo. A sua integração no espaço reforça a sensação de isolamento e tranquilidade, especialmente ao fim do dia, quando o céu ganha protagonismo.

Aqui, a piscina é menos uma infra-estrutura de lazer e mais parte da própria paisagem.

Hoshinoya Tokyo, Tóquio, Japão

No coração de Tóquio, o Hoshinoya Tokyo procura transportar para uma das maiores cidades do mundo elementos associados aos tradicionais ryokan japoneses.

Tatamis, futons e painéis de papel fazem parte da experiência, mas é o onsen situado no 17.º andar que se destaca.

Embora não seja propriamente uma piscina, o espaço utiliza água captada a cerca de 1500 metros de profundidade. As paredes do edifício enquadram a abertura superior, criando uma relação directa entre a água e o céu de Tóquio.

Raffles London at The OWO, Londres, Reino Unido

Instalado no histórico Old War Office, o Raffles London at The OWO é um dos grandes projectos de hotelaria de luxo da capital britânica.

O edifício combina sete pisos acima do solo com outros sete subterrâneos e uma extensa rede de corredores. No interior, a piscina destaca-se pelas suas dimensões, pelo pé-direito duplo e pela arquitectura imponente.

A área aquática está dividida em diferentes espaços, incluindo uma zona aquecida, criando ambientes distintos dentro do mesmo complexo.

Four Seasons Serengeti, Parque Nacional do Serengeti, Tanzânia

Poucas piscinas oferecem uma experiência comparável à do Four Seasons Serengeti.

Localizado no Parque Nacional do Serengeti, o hotel permite observar a paisagem e a vida selvagem a partir de uma posição privilegiada. A piscina torna-se, assim, uma espécie de varanda sobre um dos ecossistemas mais conhecidos de África.

É uma experiência em que a arquitectura do hotel se encontra directamente com a natureza, transformando um simples mergulho numa oportunidade de observar a vida selvagem no seu habitat natural.

Fonte: Gentleman’s Journal