O Governo, com apoio financeiro do Banco Mundial, vai financiar 14.400 mil projectos de negócios de raparigas, no âmbito do programa Acredita Emprega, elevando o valor da subvenção de 65 mil para 100 mil, meticais por projecto.
Catorze mil raparigas moçambicanas poderão beneficiar de subvenções de 100 mil meticais cada para desenvolver os seus próprios negócios, no âmbito do programa Acredita Emprega, uma iniciativa do Governo de Moçambique, implementada pelo Ministério da Juventude e Desporto, com apoio financeiro do Banco Mundial.
O financiamento será disponibilizado após a conclusão, com aproveitamento, de cursos de formação profissional e a submissão de projectos de negócio elegíveis, numa iniciativa que visa promover o auto-emprego e reforçar a autonomia económica da rapariga.
A medida representa um aumento do valor da subvenção, que na edição anterior era de 65 mil meticais por projecto, passando agora para 100 mil meticais, com vista a proporcionar melhores condições para o arranque e desenvolvimento de pequenos negócios.
Criado em 2019, o Acredita Emprega tem como objectivo dotar os jovens de competências técnico-profissionais que facilitem a sua integração no mercado de trabalho e a criação de oportunidades de rendimento.
Na edição de 2026, o processo de candidaturas às bolsas de formação decorreu de 13 de Março a 20 de Junho, depois de uma prorrogação de sete dias em relação ao prazo inicialmente previsto.
O processo registou 145.400 candidaturas de jovens de todo o país, das quais 72 mil foram aprovadas, obedecendo a uma distribuição de 70 por cento para raparigas e 30 por cento para rapazes.
A cerimónia central de entrega das bolsas aos jovens apurados teve lugar no distrito de Nicoadala, província da Zambézia, sob direcção do Presidente da República, Daniel Chapo, e contou com a presença de mais de três mil jovens e respectivos encarregados de educação, bem como de representantes do Banco Mundial, incluindo o director da instituição em Moçambique, Fily Sissoko.
Os beneficiários terão acesso a cursos profissionais em áreas como carpintaria, culinária, serralharia, mecânica, refrigeração, condução, artesanato, corte e costura e extensão agrária, entre outras, durante um período de três meses.
Concluída a formação, será aberta uma nova fase para a submissão de projectos de negócio, que serão avaliados para efeitos de atribuição das subvenções.
No caso das raparigas, um dos requisitos fundamentais será ter sido seleccionada para a bolsa formativa e concluído com sucesso o respectivo curso.
O financiamento das subvenções resulta do apoio do Banco Mundial, não sendo proveniente do Orçamento do Estado moçambicano, segundo a informação disponibilizada pelo programa.
Com o aumento do valor por projecto e a aposta na formação profissional, o Governo pretende reforçar o empreendedorismo juvenil, com particular atenção à participação económica das raparigas, criando condições para que possam transformar as competências adquiridas em iniciativas sustentáveis de geração de rendimento.
O programa acredita-emprega que já transformou milhares de vida dos jovens, vai encerrar em 2029.



