Os assassinatos selectivos, os raptos e os actos de tortura contra membros do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) continuam a engrossar uma lista preocupante de casos de violência política em Moçambique. Entretanto, não são conhecidas respostas públicas capazes de esclarecer os crimes denunciados, identificar os seus autores e assegurar a responsabilização dos envolvidos.
No dia 9 de Outubro, Araújo Tendence, quadro sénior da ANAMOLA no distrito de Mopeia, província da Zambézia, foi assassinado a tiro, segundo uma denúncia do presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane.
Na mesma ocasião, Mondlane denunciou o rapto e a tortura brutal de Cândido António, quadro da formação política no distrito municipal da KaTembe, cidade de Maputo.
Estas denúncias surgem num contexto de crescente ataques a membros e apoiantes do ANAMOLA, que, nos últimos meses, têm sido vítimas de assassinatos e outros actos de violência.



