Sete meses depois da suspensão das operações da Mozal, o Parque Industrial de Beluluane, onde a indústria se localiza, diz não haver ainda um sinal positivo da retoma da fundição de alumínio, apesar de receber notícias dando conta de que há démarches para reinício das actividades.
“Nós estamos a acompanhar, mas tenho de ser franco, ainda não há absolutamente um sinal positivo”, disse, há dias, em exclusivo à “Carta”, o Director Executivo da MozParks (que gere o parque de Beluluane), Onório Manuel.
Manuel não desenvolveu o assunto, tendo, porém, prometido que em momento oportuno a MozParksse irá pronunciar. A questão foi apresentada à MozParks pelo jornal, depois de, em finais de Agosto, a Corporação de Desenvolvimento Industrial (IDC na sigla em inglês), o segundo maior accionista da Mozal – entidade estatal da África do sul –, ter afirmado que está em negociações para adquirir a Mozal.
“Estamos a ter conversas interessantes com investidores, alguns dos quais são ex-accionistas da Mozal, para analisar o desempenho do sector de alumínio, e eles dizem que talvez este seja o momento certo para voltar”, disse a Directora Executiva da IDC, Mmakgoshi Lekhethe.
A Mozal representa 3% da economia de Moçambique e é a maior empregadora do país. Por consequência da paralisação, no segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu em 1.7% em termos anuais, mas o Banco de Moçambique diz que poderia ter crescido mais.
“Este desempenho foi, parcialmente limitado pelo contributo negativo do sector secundário em 0,5 pontos percentuais, resultante, sobretudo, da contracção da indústria transformadora associada à paralisação das actividades da Mozal”, refere o Banco Central no mais recente Relatório deConjuntura Económica e Perspectivas de Inflação. Os accionistas actuais da Mozal alumínio são a mineradora australiana South32 com 63,7%, a sul-africana IDC, com 32,4% e o Governo de Moçambique com 3,9%. (Evaristo Chilingue)



