Maputo, 05 de Nov (AIM) – A Beluluane Gas Company (BGC) nomeou o consórcio VGI/PRDW para liderar a engenharia do futuro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Matola, uma etapa do projecto que deverá permitir o fecho financeiro antes do final de 2027.
A infra-estrutura é considerada estratégica para assegurar o abastecimento de gás às centrais eléctricas e à indústria nacional face à perspectiva de esgotamento das reservas de Pande e Temane.
A construção do futuro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Matola entrou numa nova fase, com a nomeação do consórcio VGI/PRDW como Engenheiro do Proprietário (Owner’s Engineer).
O anúncio foi feito esta quinta-feira, 5 de Novembro, pela Beluluane Gas Company (BGC), que prevê alcançar o fecho financeiro do projecto antes do final de 2027.
O consórcio terá a responsabilidade de consolidar os diferentes projectos de engenharia e prestar assistência técnica à conclusão do processo de contratação do empreiteiro responsável pela Engenharia, Aquisição e Construção (EPC).
Esta etapa integra os trabalhos preparatórios para a implementação da infra-estrutura.
Segundo a BGC, o financiamento inicial desta fase será assegurado pela Matola Gas Company (MGC) e pela Gigajoule International (GI), duas entidades com participação no desenvolvimento do sector energético nacional.
A MGC fornece gás natural à região da Matola desde 2005, abastecendo actualmente duas centrais eléctricas e mais de 35 unidades industriais com gás produzido em Moçambique. Por sua vez, a Gigajoule International é accionista fundadora da MGC e, desde 2015, participa também no capital da Gigawatt Moçambique, empresa que opera uma central eléctrica de ciclo combinado a gás e solar, com capacidade instalada de 140 megawatts (MW), em Ressano Garcia.
O futuro terminal de GNL é apresentado como uma infra-estrutura destinada a responder às necessidades de abastecimento energético de Moçambique, sobretudo perante a perspectiva de esgotamento do fornecimento de gás natural proveniente dos campos de Pande e Temane.
A infra-estrutura deverá igualmente responder às necessidades de gás natural da indústria transformadora instalada e em expansão Matola-Maputo, uma das principais zonas de concentração industrial do país.
Paralelamente aos trabalhos de engenharia e preparação da construção, a BGC indica que as negociações comerciais relativas ao fornecimento de GNL, ao financiamento da construção do terminal e à venda de gás à África do Sul se encontram na fase final.
A empresa prevê anunciar novos desenvolvimentos sobre estes processos nos próximos dias.
(AIM)



